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Você conhece esse saxofonista?

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Você conhece esse saxofonista?

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 17/2/2010, 00:53

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>>> Você já ouvio falar deste saxofonista ? <<<

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> Ladário Teixeira: A Arte Iluminando as Trevas <
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Ladário Teixeira nasceu no dia 10 de setembro de 1895 na cidade de Uberlândia, onde residiam seus pais, Major José Teixeira de Santana e Dona Francisa Augusta Teixeira. Cego de origem, inteligente e inspirado, sentia n'alma a vocação para a música e ao som de um velho gramofone a executar Patápio Silva, nasceram os desígnios de sua brilhante carreira de artista consumado.
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Deparando-se com um velho saxofone abandonado por seu pai no porão da residência, dele se apoderou e jamais o deixou, dedilhando dia e noite o seu teclado num constante exame anatômico, conseguindo assenhorar-se das múltiplas vantagens daquele maravilhoso instrumento, de som mavioso, na criação de um mundo melhor, no qual pudesse viver sonhando com deslumbramento da natureza que lhe era vedado gozar.
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Como virtuoso do saxofone, empreendeu uma excursão por diversas cidades e centros de cultura artística, onde pudesse dar uma demonstração do prodígio daquele instrumento considerado obsoleto com o aparecimento do jazz.
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Em São Paulo, Ladário Teixeira solicitou exame no Conservatório, sendo seus examinadores os professores Guido Rocchi, Alfério Mignone (pai do famoso Francisco Mignone) e Sabino Bebedetti.
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Quando Ladário anunciou seu repertório, o velho Mignone interrompeu dizendo: "Mas este programa é clássico e de violino! Será que você não sabe que um sax não pode tocar essas músicas?" "Pode sim, professor, vou tirar uma extensão muito maior do que qualquer outro músico."
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Executado com êxito o seu repertório, o diretor disse-lhe: "Teremos prazer em admiti-lo no Conservatório, para aprender qualquer outro instrumento, pois, para o saxe não temos professor que possa ensinar mais do que já sabe". Em virtude disso, Ladário matriculou-se e fez o curso de violino.
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Sua primeira exibição como saxofonista foi em Campinas.
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Depois de prestar exame no Conservatório de Música, em São Paulo, maravilhando os professores, Ladário Teixeira embarcou para a Europa.
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Em Barcelona, após notável triunfo, o filho de Adolph Sax beijou-lhe a mão dizendo: "Meu pai inventou o saxofone, mas o senhor fez dele um instrumento digno da admiração do mundo inteiro."
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Mais tarde, seu um recital no Instituo Benjamin Constant, quando o diretor sugeriu-lhe aprender a ler em Braille, para emancipar-se do analfabetismo.
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Posta em prática a alvissareira lembrança, em onze meses apenas fez o curso, passando a ensinar a colegas, sem descurar do propósito de obter melhoramentos para o saxofone, que pretendia elevar à categoria dos grandes instrumentos.
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Em 1923, partiu novamente para a Europa, onde recebeu mais aplausos do que como "santo de casa".
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Após um concerto no Salão Pleyel interpretando Boellman, Galkine, Anderson, Liszt, Berliot e Rimsky Korsakov, que somente ele podia executar em saxe, teve os impostos cobrados devolvidos em mãos pelo perfeito de Paris, com a justificativa de que, um instrumentista de tal valor deveria, inclusive, receber uma pensão dada pelo povo e não pagar impostos.
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No mesmo dia, seu saxofone estragou-se, não sendo possível consertá-lo para o prosseguimento da sua excursão.
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Regressando ao Brasil, deixou o saxe entregue à Casa Selmer, acompanhando de um esquema de várias modificações, que iriam permitir tirar no instrumento mais quinze notas.
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Recebendo uma carta de Paris, dizendo não ser possível introduzir as modificações solicitadas, Ladário respondeu afirmativamente e que aguardassem sua chegada de regresso à França, quando solucionaria a questão.
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Embora na Casa Selmer não acreditassem na possibilidade das adaptações sistematizadas, colocaram dois funcionários à sua disposição e no prazo de onze meses surgiu o saxofone "Modelo Ladário", único em todo o mundo, passando a ser fabricado pela casa e introduzido nas principais orquestras mundiais.
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Além do instrumento ter mais quinze notas e poder tocar músicas clássicas, até de Bach e Beethoven, o novo modelo corrigiu o defeito grave de quebra de sonoridade do registro médio para o grave.
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Embora excelente e vitoriosa sua invenção, o músico uberlandense jamais recebeu qualquer remuneração ou prêmio pelo grande feito de sua autoria, cuja patente foi registrada: "Modéle Ladário Teixeira", em Paris.
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Por mais duas vezes, completando quatro temporadas, este grande artista esteve na Europa, quando atuou no Olympia de Paris, com pleno sucesso.
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Nos EUA, Ladário Teixeira é considerado um dos maiores saxofonistas do mundo, tendo feito uma "tournée" para o público norte-americano, aproveitando para uma operação cirúrgica.
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Ladário Teixeira faleceu aos 68 anos de idade no dia 3 de agosto de 1964, em Belo Horizonte. Deixou viúva Aída Dias Teixeira e os filhos Lúcia, Hebe, Aída, Celso, César e Ladário Júnior.
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Bandeirantes e Pioneiros do Brasil Central
Nossos agradecimentos aos companheiros do Núcleo Servos Maria de Nazaré, de Uberlândia, MG, pela pesquisa feita sobre a vida do grande musicista cego.
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De nada adianta saber tocar bem o saxofone se você não desenvolver o músico que toca este instrumento e souber compartilhar o que aprendeu com outros que estão no mesmo caminho!

£ëø Mø®£ix
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