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Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

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Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 15/1/2011, 20:19

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>>> Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco <<<

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> 1.1 - Aumentar vida útil do encordamento. <
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Fato: Quando as cordas passam pela pestana e pelo cavalete, há um atrito que faz com que as cordas raspem nessas áreas, podendo vir a desfiar a camada de revestimento das cordas, fazendo com que elas estourem facilmente, tendo como impacto a redução da vida útil das cordas. Esse processo ocorre durante a afinação, ou o ajuste do posicionamento do cavalete, que possa vir estar empenado.
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Solução: Antes de se colocar as cordas no instrumento, pegar um lápis ou lapiseira, e passar grafite por todas as canaletas da pestana, por onde a corda irá passar. Fazer o mesmo no cavalete, abaixo de onde as cordas irão passar.
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> 2.1 - Melhorar visual de espelho de ébano de baixa qualidade <
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Fato: Alguns espelhos, mesmo sendo de ébano, não possuem um visual impecável. Nota-se claramente veios claros em sua superfície, não tendo o visual negro impecável de ébanos de alta qualidade. Para quem se incomoda com isso, há uma camuflagem.
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Solução: Lixar levemente toda a superfície do espelho com lixa n°240 para retirar todo o polimento, e depois, com lixa n°400 para dar acabamento. Depois, embeber um cotonete ou embolo de algodão com tinta Nankin preta, e passar uma fina camada por toda a superfície. Esperar secar por 20 minutos, e repetir a operação por mais duas vezes.
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Na terceira camada, que deverá ser a última, deixar secar por pelo menos 1 hora. Depois, pegar uma flanela limpa e seca, aplicar cera de polimento automotiva, e esfregar bem toda a superfície, a fim de remover o excesso da tinta, e suavizar a textura. Faça-o por duas ou três vezes. Depois, dê lustro com a outra ponta da flanela, que estiver seca, Esfregar bem, até notar que o espelho não está mais soltando tinta preta.  
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> 3.1 - Identificar madeira rajada naturalmente da pintada. <
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Fato: As madeiras rajadas são vistosas e bonitas num instrumento de cordas. Mas ultimamente muitos estão sendo enganados com “falsos rajados” nos instrumentos, sobre tudo nos violinos, violas e guitarras. Esses “rajados” podem ser feitos de três maneiras distintas: Simples pintura à mão, pintura a laser por computador, ou trabalho manual com lixa e raspilhas (esse último, o mais caprichado e, se bem feito, o que mais impressiona à primeira vista). Mas, independente de que maneira foi feito, é possível identificar o verdadeiro do falso.
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Solução: A primeira dica é observar o preço. Madeiras ou instrumentos com preço muito abaixo da média. A possibilidade de se tratar de uma “pechincha” é muito remota. Mas como nada é impossível... Fixar um ponto de observação. Mexer o instrumento ou pedaço de madeira por várias direções e ângulos.
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Se as faixas rajadas derem a impressão 3D de estarem se movendo de lugar, ou aparecendo e desaparecendo, a madeira é rajada. Se mesmo com os movimentos, as faixas rajadas ficarem fixas no lugar, é pintura. Outra maneira, no caso de instrumentos prontos, olhar para dentro dos furos “f”. Se o rajado interno for semelhante ao de fora, é sinal de que a madeira é rajada. Porém, o primeiro sistema de verificação é mais preciso.
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> 4.1 - Identificar filetamento genuíno do pintado <
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Fato: Não há limites para as fraudes em instrumentos. Os fabricantes utilizam de muitos artifícios para baratear o custo de um instrumento. Mas para isso, realizam uma série de “amputações” nos detalhes, nas melhores qualidades dos instrumentos.
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E o filetamento é uma delas. Muitos instrumentos, em geral os mais baratos, fazem pintura que contornam todo o tampo do instrumento. De longe, não é perceptível, mas de perto, nota-se que há alguma coisa errada, visualmente falando. E mesmo alguns sendo muito bem-feitos, não é impossível de identificar à vista se trata-se de uma fraude ou não.
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Solução: Observar diretamente no filete. Geralmente, os riscos pretos (que são de ébano nos filetes) são mais finos, não chegando a 1mm, e o espaço entre os filetes paralelos, não devem ultrapassar 1mm, nos de violinos e violas. Outro fator, é que a madeira que fica entre as duas linhas de ébano, deve ter características independentes, ou seja, não deve coincidir com o desenho natural dos tampos.
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De início, pode ser um pouco difícil identificar as diferenças, mas depois de algumas comparações, fica fácil. Para identificar se o filete foi colocado à mão ou com máquina, basta olhar o grau de perfeição das simetrias. Quanto mais perfeito, maior o índice de que foi posto à máquina.
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> 5.1 - Lavar a crina do arco <
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Fato: Chega um momento, em que se sente a crina está “grossa” ao passar pelas cordas, ou que o “agarre” dela está estranho, como se estivesse agarrando muito, e saindo pouco som. Isso indica que há excesso de breu na crina. Isso se deve a três fatores: Obviamente, passar breu em excesso (não é necessário passar breu na crina todos os dias), quando já está se passando breu há muito tempo (mais de um ano) e quando se usa mais de um tipo de breu no mesmo arco.
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Essa combinação resulta em desempenho “confuso” pela mistura das propriedades individuais que cada breu possui. Em algumas combinações (desconhecidas), pode ser que se tenha muita sorte, e faça uma mistura excepcional.
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Mas na grande maioria das misturas, o resultado é apenas um: comprometimento de desempenho. Então, quando um desses dois fatores citados acima se torna evidente, é porque está na hora de lavar a crina para se retirar o excesso de breu, ou dar um “reset” na crina.  
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Solução:
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> Crina animal <
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Separar uma tigela ou pote (pode ser de margarina, mas deve estar limpo sem gordura alguma), e 1 litro de álcool etílico 99°, e um pincel. Desrosquear o pino do talão e soltar a crina. Encha a tigela ou pote até a metade com álcool, e com cuidado para não deixar o álcool pegar na madeira, lavar a crina com pinceladas, mergulhando a crina em partes na tigela.
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Faça por toda a extensão da crina, até o álcool ficar amarelado. Troque o álcool da tigela por um limpo, e repita a operação até notar que o álcool está saindo límpido da operação. Depois, pegar a crina pelo talão, e chacoalhar levemente para não quebrar nenhum fio, a fim de soltar todos os fios do arco. Esse processo deve ser feito antes do álcool secar na crina, e deverá ajudar a secar sem que os fios fiquem grudados uns nos outros.
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> Crina Sintetica <

Desroquear o parafuso da vareta  e lava com detergente neutro e água, retirando o breu e o pretume, tomando cuidado para não cair água na vareta. Deixe secar na sombra. Cuidado para o arco não cair no chão e nem embarraçar os fios da crina.
Depois, pegar a crina pelo talão, e chacoalhar levemente para não quebrar nenhum fio, a fim de soltar todos os fios do arco. Esse procedimento deverá ajudar a secar sem que os fios fiquem grudados uns nos outros. 
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> 6.1 – Passar breu corretamente no arco <
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Fato: Essa parece ser uma tarefa simples, mas também tem seus macetes para melhorar seu desempenho.
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Quando se passa breu no arco, tem-se uma tendência a passar mais no talão e na ponta do arco. O resultado, é que dificilmente se usa os dois primeiros centímetros do talão, então, o breu fica mais acumulado, e com tempo (não muito na verdade) ele derrete e gruda de forma irregular na crina daquela região.
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E consequentemente, a área fica escura. E o restante da área da crina, não fica com um “agarre” perfeitamente regular. Então, para evitar tudo isso e aumentar o potencial de desempenho, faz-se da seguinte maneira:
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Solução: Passe o breu, sem forçar muito a crina no breu, em toda a extensão da crina, desde o talão até a ponta, indo e voltando sem parar e retroceder de algum ponto. Faça ida-e-volta por dez vezes. Desrosqueie o pino do talão e solte a crina do arco, e chacoalhe a crina segurando pelo talão, levemente para não quebrar nenhum fio. Rosqueie novamente, e repita a operação. Faça esse mesmo procedimento por três vezes, sendo que, a tarefa final, é chacoalhar a crina para retirar o excesso de breu e poeira.  20:08 (2 horas atrás)     excluir  ­-» Presidente  
O resultado é o breu espalhado uniformemente por toda a região da crina, nos fios de dentro e os de fora. Esse procedimento faz também com que não precise passar breu todos os dias. Uma vez por semana é o suficiente (usando um breu de qualidade).
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> 7.1 – Limpeza de conservação das cordas <
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Fato: Com o passar do tempo, as cordas têm uma tendência a oxidar devido ao ácido úrico que nossas mãos e dedos produzem naturalmente. E também, pode se acumular crostas de breu nas cordas, na região em que o arco passa para tocar.
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Solução: O Álcool Isopropílico é muito utilizado em eletrônica e em algumas fórmulas farmacêuticas, por possuir ação altamente antioxidante. Então basta limpar as cordas com uma flanela limpa, umedecida com álcool isopropílico, tomando muito cuidado para não atingir áreas do verniz do instrumento ou do espelho, pois pode corroer o verniz do instrumento, ou o polimento do espelho. Essa operação pode ser feita uma vez por mês. .
Observação: Esse método tem como finalidade prevenir ou retardar oxidação das cordas, mas não corrige e nem recupera cordas oxidadas e enferrujadas.
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> 8.1 – Identificar verniz Sintético do verniz de Lutheria. <
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Fato: Os três principais fatores de barateamento dos instrumentos de cordas são: Técnica de construção, madeiras e verniz. Destacando no caso, o verniz, nesse tópico, os vernizes sintéticos têm como principal função abafar qualquer “respiração sinfônica” que um instrumento precisa ter. Totalmente o inverso dos vernizes de lutheria, que protegem o instrumento, e aderem à madeira para que os poros não sejam bloqueados. E como identificar um verniz sintético do verniz de resina natural?
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Solução: Assim como a dica de identificar madeira, observe primeiramente o preço. Um verniz de lutheria não é barato de se fazer. Se gasta uma média de R$ 600,00 só de matéria prima para se fazer um litro. Portanto, instrumentos muito baratos dificilmente têm um verniz a óleo ou a álcool. Para quem está acostumado, visualmente identifica os vernizes pela sua textura, aparência e cheiro. Agora para quem não está acostumado, pegar um cotonete e umedecer em álcool. Escolha um local nada visível e pouco perceptível (o único lugar para tal, é no início do verniz de qualquer uma das duas pontas do braço), e esfregue o cotonete com álcool só um pouquinho, de leve e em uma área de menos de um milímetro.
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Se o verniz sair no cotonete, é prova de que ele é de lutheria, pois esses vernizes são finíssimos e altamente solúveis em álcool. Agora, se não sair nada no cotonete, o verniz é sintético, pois o álcool não é forte o suficiente para diluir esse tipo de verniz. Em alguns casos, nem Thinner® é o suficiente para causar corrosão na superfície desses vernizes.
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> 9.1 - Melhorar desempenho de cavaletes intermediários. <
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Fato: Cavaletes como os Aubert®***, Baush® e Teller® são cavaletes simples, porém, possuem um desempenho razoável com seu custoXbenefício, tornando-os muito procurados por músicos que não possuem muitas condições de comprar um Aubert Mirencourt Deluxe (média de R$ 100,00) ou outro mais caro. Mas há um jeito de melhorar seu desempenho, não muito, mas a melhora é perceptível.
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Solução: O cavalete já deve ter sido devidamente adaptado ao instrumento, não precisando mais nenhum tipo de lapidação. Numa panela pequena (chaleira, ou o que tiver à mão para fervura), coloque 200 ml de água e uma colher de sopa de sal (o de cozinha, mesmo). Misture bem para o sal dissolver completamente, até obter uma mistura homogênea. Ferva o cavalete nessa água com sal por 10 ou 15 minutos.  
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Se a água for evaporando, cobrir novamente o cavalete. Não é necessário acrescentar mais sal, pois o sal não evapora.
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Depois, retire o cavalete e coloque-o para secar no forno, em 280°, por uns 8 minutos, com ele de pé, para não empená-lo. Não deixe passar disso, pois aí começará o processo de carbonização da madeira.
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Depois retire do forno, e deixe-o secar ao ar livre por mais 4 horas. Isso é importante, pois quando você retira o cavalete do forno, a madeira está propícia a se deformar com a temperatura. Em resumo, todo esse processo gera uma transformação química molecular da madeira, que mudará sua densidade, melhorando um pouco o seu desempenho.
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> 10.1 - Melhorar desempenho dos instrumentos <
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Fato: Você comprou um Violino, Viola, Violoncelo ou Contrabaixo. Mandou num luthier, e ele já fez os ajustes básicos, como troca ou ajuste de alma, cavalete, ajustou as cravelhas, a distância do estandarte em relação ao cavalete, ok.
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O som ficou bom, mas, dependendo do caso, pode melhorar ainda uns 15% de uma só vez. Estandarte de metal, aqueles com micro afinação embutida, ou propriamente micro afinação em cavalete de madeira, seja Ébano, Jacarandá ou Caviúna, alteram relativamente a qualidade de som, e consequentemente, há uma redução no desempenho final.
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Solução: Primeira observação: Se você já levou o instrumento no luthier, e ele trocou inclusive o kit de montagem que possa ter vindo, por um de Ébano ou Jacarandá, e você não usa micro afinação, a única melhora que se possa fazer é utilizar um kit de Jacarandá, ao invés de um de Ébano.
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Esse é um assunto delicado, pois muitos não abrem mão do Ébano, pois ele dá certa nobreza no instrumento. Mas o progresso veio, e outros materiais de kits de montagem progrediram bastante, não sendo mais aquela madeirinha ridícula e mal pintada de antigamente.
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Os kits de Jacarandá, sendo baianos ou não, estão com acabamento de primeira, sendo então, no mínimo, iguais aos de Ébano, senão mais bonitos, dependendo da situação. Foi provado que o Jacarandá leva uma mínima vantagem em cima do Ébano, quando se trata de condução de vibrações. Tanto que, muitos músicos profissionais de fora do Brasil, estão colocando esses kits em seus instrumentos.
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Mas a diferença seria de mais ou menos uns 15%, então, fica a critério do músico se optará pela nobreza do Ébano, ou pelo desempenho do Jacarandá. Agora, para aqueles que possuem um estandarte de metal, é obrigatório a troca para um de Ébano, Jacarandá ou Caviúna. E para quem consegue afinar sem micro afinação, melhor que os tirem.
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> 10.2 - Melhorar desempenho dos instrumentos 2. <
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Fato: Um dos grandes inimigos dos instrumentos de cordas é a umidade, por causa de sua forte influência na densidade temporária da madeira, responsável por uma variação temporária do timbre do som, pra pior.
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Outro fator é o calor exagerado, que pode ressecar demasiadamente a madeira, afrouxar e danificar a tensão das cordas e, dependendo da temperatura, derreter a cola das junções das partes, ou ainda, deformar permanentemente a madeira dos tampos e braço.


Solução: Melhor é que se mantenha o instrumento fora do estojo, se a temperatura e umidade do local de armazenamento forem estáveis. O que acontece, é que quando se toca com o instrumento em dias úmidos, ele é guardado no estojo com a umidade que acumulou no dia. O estojo vai conservar essa umidade na madeira, até que o instrumento seja retirado novamente. E dependendo do tempo que o instrumento fica guardado, não é difícil que se forme bolor no interior do instrumento, onde a madeira não é protegida pelo verniz.  
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Então, o melhor é mantê-lo num lugar seco e arejado, onde a temperatura não varie mais do que 16° a 30°, e, obviamente, lugar seguro, longe de crianças pequenas e animais domésticos. Com isso, a madeira vai pegar umidade de vez em quando? Vai, mas vai secar naturalmente. Esse processo, além de estabilizar o desempenho do instrumento, fará com que haja um amadurecimento e envelhecimento natural da madeira, sem estragá-la, tal como árvores que amadurecem por estarem expostas as mais diferentes temperaturas, e às condições climáticas naturais, onde se corrigem as variantes naturalmente.
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O ideal é um armário fechado, com porta de vidro, onde haja circulação natural de ar, mas sem exagero, e sem estar fechado totalmente. Ou até suportes abertos em parede, onde o local no ambiente não bata sol diretamente. O estojo é apenas para transportar o instrumento com segurança, e proteger o instrumento em lugares de risco.
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> 11.1 – Escolhendo um cavalete bom <
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Fato: A alma do instrumento é o principal responsável por espalhar as vibrações para todos os pontos de passagem de vibração do instrumento. E a barra harmônica, é a principal responsável por recepcionar essas vibrações, e estabilizá-las separando freqüências graves e equilibrando os graves e agudos. E o cavalete, é o principal responsável por mandar toda a informação das cordas para a alma, tampos e barra harmônica.
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Ou seja, todas as partes funcionam como engrenagens. E, mecanicamente falando, o cavalete é a primeira engrenagem. A primeira etapa do processo é dele. Por isso ele tem um valor respeitável em tudo isso, e merece atenção. Não é preciso falar que existem cavaletes bons, razoáveis ruins e péssimos. Se você vai num luthier, e compra dele, mas não sabe como escolher, ele te indica um bom.
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Mas e se você compra numa loja de instrumentos, aonde aquele que vai te vender, é apenas um vendedor que só sabe a marca e o preço, e a única referência que ele te dá é que “costuma sair muito desses”? Como escolher um bom cavalete para o instrumento?
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Solução: Primeiramente, vamos separar os bons dos chineses. Anton Breton, Cremona, Palatino, etc. São todos chineses, feitos de madeira altamente ruim, e com formato levemente irregular. Cavaletes mínimos aceitáveis, que são bons e são acessíveis, são o Aubert ***, Baush e Teller. A partir deles, já entram os ótimos, com madeira mais selecionada, como os Aubert a Mirencourt, Tourte e Aubert Mirencourt Deluxe.
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Para saber um bom, há duas maneiras: Separe alguns, segure-o de leve por um dos pezinhos, e dê “petelecos”, e observe o ruído que fizer. Quanto mais agudo o som ressoar, próximo do “tic, tic”, melhor o cavalete. Alterne também, jogando-os devagar sobre uma mesa, e também escute o som. A outra maneira, a mais difícil e mais confiável, é observar os veios verticais dele. Quanto mais os veios seguirem retos da ponta do cavalete
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> 12.1 - Identificando crina animal e crina sintética <
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Fato: Aí está um erro comum. É muito falado sobre crina animal e “crina sintética”. Na verdade, a crina é sempre animal, pois tratam-se de fios biológicos presentes na família dos Eqüinos. Portanto, teoricamente não existem “crinas sintéticas”, uma vez que o termo seria simplesmente “fios de nylon”.
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A superioridade de qualidade e desempenho da crina em cima do nylon é evidente, pois a crina possui micro escamas que, naturalmente, já dão um pouco de atrito, e se juntar com breu, resulta numa combinação poderosa e eficiente para a finalidade, sendo que as partículas do breu ficam presas entre as escamas naturais da crina. Já o nylon é completamente liso, o que o torna bastante limitado para fricção, e para segurar breu nos fios. Há alguns tipos de crina.
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A classificação mais reduzida seria a crina branca e a preta. A crina preta tem maior capacidade de fricção, devido às características de suas escamas, que são mais abundantes no que na branca.
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Porém, as crinas pretas são recomendadas apenas para instrumentos que exigem maior fricção com as cordas, como o Violoncelo e o Contrabaixo. Nos violinos e Violas, o “agarre” é tanto que chega distorcer o som, portanto, recomendado o uso de crina branca nesses dois instrumentos. Mas como diferenciar uma crina genuína de fios de nylon?
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Solução: A resposta é mais simples do que a explicação dada. Basta arrancar um fio do arco. Com um isqueiro ou fósforo, queime a ponta do fio.
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Se o cheiro que subir for característico de cabelo queimado, e ela não insistir em manter uma chama acesa no fio durante o processo, é crina genuína, pois essas são características de fios biológicos. Agora, se subir cheiro de plástico queimado, e o fio insistir em manter uma chama acesa, mesmo que por um segundo, é nylon sintético.
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> 13.1 - Dica para quando o breu é novo. <
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Fato: Muitos iniciantes se queixam que passam, passam e passam breu no arco, mas mesmo assim, não sai som quando tocam. Isso acontece, porque, quando o breu é novo ele vem com a superfície totalmente lisa. O breu quando está liso, “polido”, não libera partículas de breu.
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Junte esse fato com o fato de os arcos novos virem totalmente sem breu, e o resultado é que não existe superfície áspera o suficiente para “corroer” essa camada lisa de breu, que, praticamente, demorará semanas para começar a liberar o breu corretamente nos fios do arco.
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Solução: Basta pegar uma lixa n°180, ou lixa de unha mesmo, se estiver mais a mão, e lixar toda a superfície lisa de cima (só a de cima) do breu, até o brilho sumir e se tornar opaco. Pronto. O breu está no ponto para ser usado, e não levou 30 segundos para isso.
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> 14.1 - Remover excesso de breu do tampo do instrumento. <
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Fato: Conforme o tempo vai passando, é normal que haja um pequeno acúmulo de breu no tampo do instrumento, no espaço entre o cavalete e o espelho. Ainda mais se é um breu muito barato encontrado em depósito de construção. E isso, mesmo limpando corretamente com flanela seca logo após tocar.
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Agora, se juntar o fato de que o instrumento não é limpo após tocar, e o breu é barato, o resultado é fulminante. Toda a região do tampo, que tem como centro o lugar abaixo de onde se toca nas cordas, e se estende em circunferência até depois dos furos "f", e a região do espelho, ficam impregnados de breu, o que deixa o aspecto do instrumento horrível, sem contar que o tampo fica grudento e afeta o verniz. .
Acredite ou não, há quem goste disso. Mas assim como a grande maioria, se você não é fã de ter "farinha grudenta" em todo o tampo do instrumento, ou se era fã, mas perdeu o gosto por tal coisa, há uma solução.
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Solução: Se o negócio é evitar que o breu se acumule, basta limpar com flanela limpa e seca todas às vezes depois de tocar. O acúmulo do breu será no mínimo uns 96% menor, e só atingirá, depois de muito tempo, e bem discretamente, o espaço entre o cavalete e o espelho.
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Agora, se você deixou muito tempo o breu acumulado, o processo é um pouco mais trabalhoso. Existem dois produtos para a remoção da camada: óleo de peroba e cera automotiva a base de água. O óleo de peroba é utilizado para casos que o tampo está levemente grudento com o breu. Pegue uma flanela limpa e seca, aplique duas gotas de óleo no pano, e esfregue bem com o dedo indicador, sempre no sentido cima-baixo. Verifique se todo o breu foi removido olhando contra a luz.
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Se houver pontos opacos, é sinal de que ainda há breu. Agora, se o seu caso for mais grave, e o tampo estiver totalmente tomado pelo breu, é aí que entra a cera automotiva. Primeiramente remova o que der com flanela seca.
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Depois, com o dedo, espalhe pequenos focos de cera em cima da área afetada, e, com uma flanela limpa, esfregue com o dedo indicador, colocando um pouco de pressão, mas tomando muito cuidado para não forçar muito, principalmente em cima dos furos "f", onde é mais sensível e pode quebrar facilmente. Esfregue até sumir todos os focos opacos que indicam breu. Finalizado a ação, dê lustro com a parte seca da flanela.
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> 15.1 - Desempenar cavalete levemente torto <
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Fato: Em alguns casos, por causa de muito tempo sem tomar os devidos cuidados com o cavalete, como observar constantemente se ele está inclinado para frente ou para trás, ou até mesmo por colocação incorreta do cavalete, ele acaba ficando torto, para frente ou para trás, por causa do peso que as cordas fazem em cima dele. Aí o som e o desempenho é prejudicado.
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Caso perdido? Nem sempre. Alguns casos podem ser revertidos. Mas só compensa fazer em cavaletes mais caros, aqueles que foi pago 50 reais ou mais, e empenou no primeiro ou no segundo mês, porque foi mal colocado ou não foi observado. Cavaletes baratos também podem ser desempenados, mas é mais aconselhável a troca.
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Quando aquecida adequadamente, as moléculas da madeira se transformam provisoriamente com a temperatura, e deixam a madeira amolecida, e voltam em seu estado normal assim que esfriam. Portanto, pode-se fazer o que quizer com ela enquanto está naquele estado aquecido. Mas é totalmente incorreto aquecer a madeira a seco, pois ela pode (e com certeza vai) queimar.  
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Solução: Deixe o cavalete em água fervente por 5 minutos. Retire-o com um garfo para não se queimar, e imediatamente, com a mão e dedos, force firme e delicadamente para o lado oposto do empenamento, e observe bem se ele está reto. Fique segurando forçando ele com as mãos em ângulo reto por mais ou menos 1 minuto, o que já é tempo o suficiente para as moléculas da madeira retornarem ao seu estado normal. Pronto.
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Agora que o cavalete já está reto novamente, deixe secar totalmente por pelo menos um dia, ou, se preferir acelerar o processo de secagem, deixe-o em pé em uma forma no forno a 250° por 10 a 15 minutos, e não toque nele até esfriar. Pronto. Você não jogou 100 reais num Aubert Mirencourt Deluxe no lixo.
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> Melhoria na dica 2.1 - Melhorar visual de espelho de ébano de qualidade baixa. <
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Basta usar graxa preta de sapato no lugar do nanquim. É mais rápido, mais limpo e o resultado é levemente melhor


Última edição por £ëø Mø®£ix em 19/6/2014, 21:02, editado 2 vez(es)

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  Fernando Borges em 12/10/2011, 14:37

muito bom isso.

Fernando Borges

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Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  Ozeias - MG em 21/1/2012, 16:02

Pensa bem perder R$ 100,00 de um cavalete ta loko kkkkkkkkk

Abraço meu caro.

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 22/1/2012, 22:37

ozeias-mg escreveu:Pensa bem perder R$ 100,00 de um cavalete ta loko kkkkkkkkk

Abraço meu caro.

Tem um amigo meu. Nosso irmão na fé. Ele aprendeu a fazer cavaletes depois que levou um Aubert Deluxe para um luthier que acabou estragando o seu cavalete. O cara era pobre, fez maior esforço para comprar um cavalete. O luthier não deu outro. Só de raiva ele comprou cavaletes baratos, e estragou um monte até aprender a fazer cavaletes. Resultado foi que ele começou a ganhar dinheiro com isso fazendo para toda a orquestra em que ele tocava.
.
Teve um lado positivo, perdeu R$ 100,00, mas ganhou muito mais com seus serviços.



"Não por força nem por  poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor   dos Exércitos" (Zc 4:6). 

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 22/1/2012, 22:39

Quem precisar de trocar cavalete, fazer regulagens em violinos. Estou a disposição.
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Se precisarem comprar um violino bom e regulado. Eu tenho alguns para vender para todos os bolsos.
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Quem quiser adquirir o meu material de estudos em DVD com livros que ensina lutheria e violino mais video aulas de lutheria e violino, só me dar um toque.
.
Abração a todos.


"Não por força nem por  poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor   dos Exércitos" (Zc 4:6). 

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Posso, mesmo, usar cera automotiva para retirar o breu?

Mensagem  Cristina Mirapalheta em 25/9/2012, 19:14

Meu violino está comigo há 40 anos. Meu pai o comprou em Porto Alegre de um luthier alemão.

É um violino antigo e já era reformado. Muitos anos depois, outro luthier disse que haviam trocado o verniz... não tenho certeza.

Ele tem a incrição da marca Steiner na junção do tampo inferior com o braço e algumas datas no interior escritas a lápis, provavelmente do(s) luthier(s) que mexeram nele nos anos de 1960. Dou esta informação porque é um violino diferente dos violinos que conheço: mais bojudo. O som é 'gordo' ou 'cheio' e bastante alto.

Toquei com ele na orquestra da UFSM até meus 19 anos. Depois disso ficou guardado por muitos anos.

Foi usado a última vez em 2004 quando rebentaram 3 cordas e agora quero voltar a tocar. Tenho um encordoamento antigo que coloquei mas o som sai áspero. Preciso também comprar breu e um arco novos. O que tenho é de pau-brasil é o outro se perdeu nas mudanças ou emprestei...

Problemas: como faz muito tempo que estou afastada do meio musical, não sei que cordas comprar, cavalete e cravelhas que precisam ser trocadas. E o tampo está muito opaco com bastante acúmulo de breu, por falta de limpeza e anos guardado.

Gostaria de algumas 'dicas'.

Cristina Mirapalheta

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 26/9/2012, 23:38

Cristina Mirapalheta escreveu:Meu violino está comigo há 40 anos. Meu pai o comprou em Porto Alegre de um luthier alemão.

É um violino antigo e já era reformado. Muitos anos depois, outro luthier disse que haviam trocado o verniz... não tenho certeza.

Ele tem a incrição da marca Steiner na junção do tampo inferior com o braço e algumas datas no interior escritas a lápis, provavelmente do(s) luthier(s) que mexeram nele nos anos de 1960. Dou esta informação porque é um violino diferente dos violinos que conheço: mais bojudo. O som é 'gordo' ou 'cheio' e bastante alto.

Toquei com ele na orquestra da UFSM até meus 19 anos. Depois disso ficou guardado por muitos anos.

Foi usado a última vez em 2004 quando rebentaram 3 cordas e agora quero voltar a tocar. Tenho um encordoamento antigo que coloquei mas o som sai áspero. Preciso também comprar breu e um arco novos. O que tenho é de pau-brasil é o outro se perdeu nas mudanças ou emprestei...

Problemas: como faz muito tempo que estou afastada do meio musical, não sei que cordas comprar, cavalete e cravelhas que precisam ser trocadas. E o tampo está muito opaco com bastante acúmulo de breu, por falta de limpeza e anos guardado.

Gostaria de algumas 'dicas'.

Olá, tudo bem, querida? Seja bem vinda ao Fórum! Que bom que esse desejo incansavel da música está novamente em seu coração. Sempre é bom aprender coisas boas. Faz bem para alma.
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Já peguei alguns violinos antigos nas mãos e toquei. Realmente é uma experiencia unica. Se trocaram o verniz é realmente uma pena.
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Que bom que não afetou muito o som dele. Já vi alguns violinos com esse detalhes do nome na junção do braço com a caixa harmonica.
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Quando as cordas, eu recomendo a Pirastro Tônica, são cordas macias, com alta sonoridade e dão bem em qualquer violino. Tecnologia moderna. São cordas feitas a mão na Alemanha com um excelente preço. Melhor custo Beneficio. Creio que para um violino igual ao seu, cairia maravilhosamente bem.
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Se precisar eu tenho essas cordas para vender a pronta entrega.
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Quando ao breu, recomendo um breu frances, anti-alergico que não solta pó. Da uma aderencia incrivel. Também tenho dele apronta entrega.
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Em relação ao arco, eu trabalho com arcos intermediarios octogonal da uma excelente estabilidade nas arcadas e tem um resultado excelente nos Spiccatos, e outros golpes que exigem bastante do arco para um resultado satisfatorio. Preço é otimo.
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E as cravelhas eu trabalho com kit de montagens franceses. Eu tenho o em Ebano de Moçambique com madre perola e o frances. Se precisar somente das cravelhas eu tenho também.
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Quando ao polimento do seu violino, eu posso aconselhar é que ele seje levado ao luthier para um polimento, possivelmente para troca do cavalete também, pois o cavalete deve ser trocado a cada 2 anos. Se precisar eu faço todo esse serviço de polimento, troca de cavalete, adpatação das cravelhas, e outros ajustes necessários.
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Se precisar de meus serviços e produtos, estou a sua disposição.
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Mando eles para você. Parcelo no cartão de crédito se precisar.
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Se tiver interesse, só mandar um email para mim: violinistamorlix@bol.com.br ou MSN violinistamorlix@hotmail.com
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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  Cristina Mirapalheta em 27/9/2012, 20:07

Obrigada pelas dicas.

Converso com você no e-mail.

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 27/9/2012, 23:32

Qualquer dúvida pode postar, querida. Dentro do mais rápido possivel eu lhe responderei.


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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  JosianeMeiry em 6/2/2014, 18:17

Olá meu violino tem uns dois anos.sem uso e observei que a crina está com uma espécie de cola amarela espessa, como se estivesse derretendi. O que pode ser isso?

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Cello Parrot

Mensagem  felipe.gatti em 22/7/2014, 14:37

Olá!
Não sei se esse seria o melhor canal para a pergunta, porém foi o lugar que encontrei melhores respostas.

Adquiri um violoncelo Parrot que veio com vários "problemas":

1- Espelho com um certo "degrau";
2- Cavalete desajustado;
3- Alma na diagonal, forçando o tampo e fazendo-o ficar mais alto em um dos lados.

Quanto aos itens 1 e 2, consigo dar um jeito. Mas quanto a alma, eu deveria arriscar colocá-la no lugar? Como o tampo está sendo forçado, se eu retirar a alma ele corre o risco de rachar ou algo do gênero? O desnível é equivalente a 0,5 cm.

Não tenho condições de levá-lo à um Luthier, tampouco conheço algum que faria o serviço de bom grado.

Grato.


Última edição por felipe.gatti em 22/7/2014, 15:34, editado 1 vez(es) (Razão : acentuação)

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

Mensagem  Newnation em 22/7/2014, 20:29

Sempre que for mexer na alma deve-se afrouxar as cordas, para que a pressao das mesmas nao afunde e quebre o tampo superior. Caso esqueca disso voce pode acabar danificando seu instrumento.

Existem alguns videos que mostram como arrumar a alma e cavalete, mas recomendo que procure um luthier, pois o barato pode sair caro, ja que voce nao tem nenhuma ferramenta especializada e o servico de um luthier sera bem melhor que o voce pode fazer caso nao tenha experiencia. 

Dependendo de onde morar e possivel encontrar varios profissionais e escolher um preco que caiba no seu bolso.

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Re: Dicas para Instrumentos de Cordas e Arco

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