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História do Stradivarius

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História do Stradivarius

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 17/2/2010, 00:46

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>>> História do Stradivarius <<<

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“Cremona é uma pequena cidade típica do norte da Itália que, nos séculos XVII e XVIII, subordinava-se ao ducado da Lombardia, sediado em Milão. A nordeste ficava Bréscia, burgo encravado no território da República de Veneza. Foi neste eixo que se desenvolveu a manufatura suprema dos instrumentos de arco, que predominou durante muito tempo e definiu os padrões que são seguidos até hoje, ainda que nunca mais igualados.
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A partir do século XVI, os predecessores do violino, preferidos nas tabernas e reuniões profanas, sofreram muitas alterações pois eram toscos e estridentes. Há até os que nem os considerem como “violinos”, instrumentos que, dizem, “nobres”, já teriam nascido "prontos e acabados". Mais tarde, no século XVI, Gasparo da Salò, em Bréscia e Andrea Amati, em Cremona, desenvolveram as técnicas de fabricação dos violinos, tal como são hoje, com madeiras escolhidas, dimensões e formatos mais anatômicos e harmônicos, colas, vernizes e pigmentos, tudo para realçar e dar corpo ao som produzido. Em 1600 os violinos já eram quase perfeitos e a literatura escrita especialmente para eles abundante, como os Concerti a 6-16 voci (de 1587) de Giovanni Gabrieli, que era organista da Igreja de S.Marco em Veneza e um dos pedagogos mais célebres de seu tempo, cujo prestígio derramou-se pela Europa inteira por conta da legião de alunos provenientes de todas as regiões.
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Antonio Stradivari nasceu em 1644 e viveu 93 anos! O seu nome confunde-se com a própria História da Música e é sinônimo universal de coisa perfeita. Ele foi aluno de Nicola Amati, filho caçula de Andrea Amati, o fabricante que fixara as proporções dos violinos, violas e violoncelos modernos. Amati foi também professor de Francesco Rugieri, Andrea Guarneri, Giovanni Battista Rogeri (bolonhês que se estabelecera em Bréscia) e Giacomo Gennaro e manteve vantajosa rivalidade com Giovanni Paolo Maggini, consagrado luthier da cidade de Bréscia.
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Stradivari fabricou instrumentos musicais durante mais de 70 anos, dos quais 650 ainda funcionam. Ele herdou as tradições de Cremona, onde nascera, na criação de instrumentos de corda. Ele tinha 40 anos quando morreu Amati, o seu mestre. A partir daí, investiu o seu talento na produção de instrumentos de som mais encorpado. Em 1685 ele começou a produzir um tipo de violino muito elegante e ligeiramente maior, de sonoridade mais brilhante, parecido com os que eram feitos por Rogeri em Bréscia.
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Sempre se propagou que a grande inovação de Stradivari residia no verniz que passou a usar já no início do século XVIII, ao qual adicionava pigmentos corantes, cujos efeitos estéticos foram evidentes. Contudo, as propriedades acústicas dos instrumentos, até hoje insuperáveis, estão ligadas a outras qualidades mais objetivas do que aos “segredos” de sua química.
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Atualmente sepultou-se a lenda dos vernizes, tudo parece estar associado não apenas a técnica de Antonio (violino mais elegante e ligeiramente maior), más também com uma ajuda da natureza, existiu uma peculiar situação de inverno rigoroso na região (vale de Fiemme) séculos antes que antecederam Stradivari, isso teria contribuído para uma maior compactação das fibras das arvores utilizadas por Antonio, resultando em um corpo de madeira mais sólido.
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Com isso, acabou se perdendo um pouco do mistério que cercava sobre o verniz utilizado por ele. Sabe-se que o verniz, que os conservou durante tanto tempo, dando-lhes tamanha nobreza e beleza não é o fator decisivo que influencia no som produzido, tal como um perfume não altera a inteligência de quem o usa. A verdade é que foi um somatório de fatores; sua mestria em construir instrumentos com o máximo de técnica e capricho possíveis, e uma ajuda peculiar da natureza...ou por que não dizer, uma ajuda dos céus. Stradivari associou a delicadeza de formas à excepcional qualidade das madeiras e deu a seus instrumentos a medida e a proporção adequadas.
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A idade de ouro da produção de Stradivari situa-se entre 1700 e 1722, que vê o nascimento de seus “filhos” mais famosos, são eles: do Violino “Viotti” (1709), do “Vieuxtemps” (1710), do “Troppo Rosso” (1713), do “Delfim” (1714), do “Alard” (1715), e do inigualável “Messias” (1716). Stradivari morrera aos 93 anos, em 18 de dezembro de 1737, legando ao seu filho Francesco 91 violinos novos.
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Dentre todas essas maravilhosas criações, vale a pena comentar curiosidades sobre dois em particular: “Troppo Rosso” e “Messias” (ou “Le Messie” para os franceses).
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>> “Troppo Rosso” (“Muito Vermelho”) 1713: Foi encomendado pelo rei da Espanha – Felipe V – más este o recusou por ser “vermelho demais”. O Troppo Rosso foi palco do roubo mais celebre de um violino, o livro “Tribulations d’un Stradivarius en Amérique” (“Infortúnios de um Stradivarius na América”), publicado pela Editora Actes Sud, narra, em um raro prazer de leitura apoiado em um grande rigor documental, a história do “Gibson” (como o “Troppo Rosso” hoje é conhecido), roubado do violinista Bronislaw Huberman durante um de seus concertos no Carnegie Hall, em 28 de fevereiro de 1936.
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O autor, Frédéric Chaudière, “luthier” nascido em Montpellier, faz-nos percorrer três séculos da vida do célebre violino “Troppo Rosso”, convidando-nos alternadamente às florestas do vale de Fiemme, à oficina de Antônio Stradivari em Cremona. Ele nos faz também descobrir as transações nebulosas que se estabeleceram em torno dos instrumentos de Stradivari.
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A história do “Troppo Rosso” concluir-se-á com a restituição do instrumento em 1987, disfarçado de violino ordinário e coberto de queimaduras de cigarro em conseqüência das orgias ébrias daquele que o tomou “emprestado indevidamente” durante quase cinqüenta anos (isso mesmo amigos, um autêntico Stradivari já foi usado como “cinzeiro” – que heresia – que sacrilégio). Hoje, o “Gibson” ("Troppo Rosso"), estimado em 4 milhões de dólares, é propriedade de Joshua Bell, que o toca sempre que comparece ao “Festival de Verbier”.
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>> “Le Messie” (O Messias) 1716: O incrível “Messias” é considerado por muitos violinistas, luthiers e estudiosos como “O VIOLINO” entre os violinos. Tem uma história peculiar por ser o violino mais copiado do mundo, pertenceu ao antiquário Luigi Tarisio que o manteve durante anos trancado numa caixa que acorrentara à sua cama de ferro. Morto Tarisio em 1855, Jean-Baptiste Vuillaume apressou-se a adquirir a maravilha e libertar o gênio que, como na lâmpada de Aladim, ficara mais de um século à espera de quem o acariciasse.
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Tudo começa com a morte de Stradivari em 18 de dezembro de 1737, ele deixa para seu filho Francesco 91 violinos novos. Dentre os vários admiradores dos instrumentos de Stradivari, encontrava-se o Conde Cozio de Salabue (um apaixonado por luthieria), este põe-se à procura dos melhores instrumentos cremonenses.
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Graças às suas peregrinações, conhece um dos filhos de Antonio Stradivari, Paolo, comerciante de seda de profissão. Paolo lhe cede doze violinos, dos quais dez são de seu pai, Antonio Stradivari, e dois de seu irmão Francesco. Dentre esses, distinguem-se o “Messias” de 1716, reconhecido como o instrumento mais perfeito, e o “Troppo Rosso” de 1713.
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O Conde Cozio de Salabue vai vender os célebres “Messias” e “Troppo Rosso” ao antiquário Luigi Tarisio, no fim dos anos 1820. Tarisio, filho de camponês, também nutria uma verdadeira paixão pelos violinos de Stradivari, ele, da mesma forma que o Conde, percorre toda a Itália garimpando monastérios e outros endereços, oferecendo seus serviços para reparar os velhos instrumentos. Tarisio dirige-se a Paris munido de alguns espécimes a fim de oferecê-los aos “luthiers” parisienses: assim ele conhece o luthier Jean-Baptiste Vuillaume que possui, entre outras qualidades, a de comprar satisfatoriamente os instrumentos que lhe propõe Tarisio.
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Avisado da morte Tarisio em janeiro de 1855, Vuillaume dirige-se imediatamente à Itália a fim de comprar dos herdeiros de Tarisio, por uma soma irrisória, 144 instrumentos, dentre os quais 24 Stradivarius, inclusive o magnífico “Messias”, assim como o “Troppo Rosso”.
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Jean-Baptiste Vuillaume se mostrou também um excelente homem de negócios, pois pode ser considerado o primeiro fabricante de violinos em larga escala, como “Le Messie”, “Troppo Rosso” e outros Stradivaris menos famosos lhe pertenciam, não hesitou em fazer copias destes. A partir do século XIX, Jean-Baptiste Vuillaume já se tornara o grande facteur (fabricante) de violinos, violas e violoncelos, produzindo diversas cópias do Stradivaris Messias dentre outros.
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Jean-Baptiste Vuillaume (1798-1875) executou cópias extremamente belas dos maiores mestres – Stradivari, Guarneri Del Gesù, Amati, Maggini – sua produção atingiu cerca de 3001 violinos, violas, e violoncelos. Um dos pontos decisivos de sua carreira é incontestavelmente seu encontro com o antiquário Luigi Tarisio que manteve o magnífico “Messias” acorrentado à sua cama.
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Com a morte de Jean-Baptiste Vuillaume, “Le Messie” e “Troppo Rosso” adquirem peso de ouro, ambos são vendidos a Sir Alfred Gibson. Atualmente “O Messias” é propriedade do Ashmolean Museum em Oxford (Museu de Arte e Arqueologia de Ashmolean em Oxford - Inglaterra).
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E o “Troppo Rosso” que foi “rebatizado” de “Gibson” assim que foi comprado por Sir Alfred Gibson, mudou de mãos em março de 1911, para tornar-se propriedade do violinista Bronislaw Huberman (o que teve seu “Troppo Rosso”, ou agora “Gibson” como queiram, roubado em um de seus concertos no Carnegie Hall dia 28 de fevereiro de 1936 – “ler a parte dedicada a Troppo Rosso”).
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Atualmente, como já foi dito, o “Gibson” é estimado em 4 milhões de dólares e se tornou propriedade do violinista Joshua Bell, que o toca sempre que comparece ao “Festival de Verbier”.
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Graças a Jean-Baptiste Vuillaume, vários luthiers no mundo tem como fazer “copias” de “Le Messie”, “Troppo Rosso” e outros Stradivaris, sem mencionar o papel importante dele na conservação destes 2 violinos.
Para quem quiser ver fotos do belo “Le Messie”, ai está o link:
http://www.flickr.com/photos/r-and-w/12531066/in/set-305976/
Vai aparece uma foto do violino. Do lado direito da tela tem uma caixa com a descrição “Ashmolean Museum, Oxford (Set)”...ali é só selecionar “more” que várias fotos do violino aparecem (cilque naquela que te interessar e ela aparece bem maior).
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Olhem só o acabamento do “Estandarte” dele, muito bacana (um entalhe do menino Jesus - Messias - na manjedoura sendo adorado por querubins e um dos reis magos).
http://www.flickr.com/photos/r-and-w/12530616/in/set-305976/
Além das fundações e empresas, é preciso também evocar as tradições de mecenato que perduram desde o início do século XX. Desta forma, um generoso doador ofereceu à grande violoncelista Jacqueline Du Pré um violoncelo Stradivaris, o “Davidoff”. Tornada célebre por sua magistral execução do “Concerto para Violoncelo” de Elgar, ela faleceu no auge da glória, em 1987. Este instrumento foi recuperado por um mecenas particular francês que o cedeu à Yo-Yo Ma em usufruto vitalício.
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Desde então, estes instrumentos de prestígio não vão parar de despertar loucas paixões, misturando ao mesmo tempo amor ao belo e espírito comercial.”


Última edição por £ëø Mø®£ix em 11/7/2012, 16:12, editado 2 vez(es)

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Mistificações stradivarianas

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 27/6/2012, 17:58

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>>> Misficações Straviarianas <<<

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A. Stradivari tinhia 54 anos quando morreu seu mestre Nicolõ Amati e morreu com 92 anos no 1736.
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Quanto ao numero de instrumentos de Stradivari em circulação hoje em dia, os certos autenticos, não são mais que 250 entre violinos, violas e celos, mais uns bandolins e uma pequena harpa.
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Sabe-se muito bem que ha pelo menos uns 50 e mais instrumentos vendidos como Stradivari que não são do mestre, mesmo tendo certificação official.
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Um dos maiores falsificadores foi justo o J. B. Vuillaume que dum Stradivari original criava tres!!! A tampa, o fundo e as faixas originais, reconstruindo o resto por cada instrumento "original".
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Claramente Stradivari foi um dos maiores mestres da história da lutheria, mas tambem tem que ser dito que não tudos seus instrumentos sairam perfeitos da sua bodega! No 1986, 250.mo da sua morte, saiou na Italia um livro chamado o Manuscripto de Joâo Antonio Marchi, luthier bolognes, da mesma epoca do Stradivari. O manuscripto foi procurado muito sortudamente reformando um predio antigo no centro da cidade de Bologna que ospedou por mais que dois sigulos uma farmacia. Tirando um movel incaixado numa parede apareceu esse documento original.
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Foi transformado num livro e foi imprimido em so 2500 copias pra o 250.mo aniversario da morte do grande mestre Stradivari. Nesse livro, o Marchi afrima de ter posto as mãos pelo meno em 30 ou 40 instrumentos de Stradivari que
soavam pouco ou tinham outros problemas e não podiam ser tocados como deveriam...
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Obviamente, o Marchi é so um dos tantos luthieres que teriam podido jogar suas mãos nos instrumentos de Stradivari e ninguem hoje em dia poderia afirmar se outros luthieres fizeram de mesmo que o Marchi.


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História dos Stradivarius

Mensagem  victor hugo_ccb em 17/12/2014, 12:52

muitoo bom! aprendi muita coisa interessante!

victor hugo_ccb

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Re: História do Stradivarius

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 25/12/2014, 16:39

victor hugo_ccb escreveu:muitoo bom! aprendi muita coisa interessante!
A Paz de Deus irmão!
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No fórum tem muita relevante e com muita preciosidade. Navegue gratuitamente e absorva toda as informações que puder.
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No que precisar estou a sua disposição para esclarecer dúvidas ou simplesmente para trocarmos informações.
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Um forte abraço.
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Deus te abençoe.


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Re: História do Stradivarius

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