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Josef Hassid (1923 – 1950)

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Josef Hassid (1923 – 1950)

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 17/2/2010, 01:49

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>>> Josef Hassid (1923 – 1950) <<<

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Nascido em 28 de dezembro de 1923 na cidade de Suwalki (Polônia), ficou conhecido profissionalmente como Josef Hassid, nome derivado do polonês, Jozef Chasyd. Sua mãe morre enquanto ainda criança e Hassid cresce com seu pai, que logo nota o talento do garoto e procura, com muito esforço, desenvolve-lo. Entra para a Escola de Música Chopin, em Varsóvia, com 10 anos de idade e se torna um dos mais jovens violinistas a participar da Primeira Competição Wieniawsky de Violino. Foi levado aos 14 anos para estudar com o violinista e pedagogo Carl Flesch.
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Hassid, desde pequeno teve sintomas de perda de memória. Era uma pessoa muito difícil, introvertida e frágil, o que pode ser notado em suas interpretações. Conviveu e teve muito contato com o violinista Ivry Gitlis, quando os dois eram jovens. Gitlis, entre outros amigos próximos, afirmam que Hassid se apaixonou desesperadamente por uma garota, porém a união dos dois era algo que ambas as famílias repeliam. Isto pode ter sido o crucial para intensificar sua propensão à depressão.
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Chegou em Londres em 1938, com seu pai, e foi prevenido à não voltar para a Polônia com início da II Guerra Mundial. Foi apresentado ao público de Londres na primavera de 1940 em uma apresentação solo no Wigmore Hall e um concerto no Queen´s Hall, durante o qual teve um lapso de memória tocando o Concerto de Tchaikovsky para violino e orquestra. Também fez algumas gravações para a HMV, uma de La Capricieuse (Edward Elgar, Op17) com Ivor Newton ao piano em 1939, e outras 8 gravações publicadas com o pianista Gerald Martin Moore.
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Por causa da depressão Hassid se torna desanimado e, após uma crise nervosa, se revolta contra seu pai, a música e o violino. É admitido em 1941 no hospital St. Andrew, em Northampton, onde recebe tratamento de terapia com insulina e terapia eletroconvulsiva, devido a um quadro diagnosticado como Esquizofrenia aguda. É mantido no hospital do ano de 1943 até seu falecimento em 7 de novembro de 1950, aos 26, após uma tentativa de reverter sua condição atrás de uma Lobotomia, que é realizada logo após a morte de seu pai.
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Muitos prodígios adolescentes logo são esquecidos, mas a lenda de Hassid ainda persiste, em parte por sua incrível habilidade no instrumento e em parte por sua morte prematura e trágica. De acordo com Kreisler e Szigeti, Hassid foi um dos mais proeminentes alunos de Flesch, bem como um dos mais talentosos violinistas do século 20. O violinista Fritz Kreisler ainda afirma em uma gravação que: “Um (...) nasce a cada 100 anos. Um Hassid nasce a cada 200 anos.” No trecho em que não pode ouvir direito a gravação, Kreisler parece mencionar o nome de um violinista muito famoso da época, que muitos acreditam ser Jascha Heifetz.
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As gravações deixadas por ele até hoje impressionam por apresentarem um nível de proficiência incrível em várias qualidades musicais como estilo, virtuosidade, fraseio, limpeza, etc.
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Muitos ainda discutem o que teria sido de Hassid se não fosse pela doença mental que o acometeu, outros preferem acreditar que Hassid lidera uma lista de “anjos” violinistas, que vêm à Terra para derramar um pouco de sua inesquecível e pura arte e voltar mais cedo ao paraíso do que a gente gostaria. Hassid, Rabin, Neveu, são apenas alguns poucos nomes que a gente pode citar.

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