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Projeto Glossário

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Projeto Glossário

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 17/10/2011, 11:31

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>>> O estudo do violino <<

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O violino é um instrumento de quatro cordas apenas, mas oferece grandes recursos.
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Sua voz possui tons bastante acentuados, seu timbre se distingue dos demais e, pela variedade de seus efeitos, é justo denomina-lo o mais superior dos instrumentos de corda.
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O estudo do violino é uma nobre ocupação.
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O desenvolvimento do toque e da afinação é um dom.
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As notas precisam ser intelectualmente organizadas no braço do instrumento, pois requer precisão na digitação.
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É bom começar o estudo entre 6 e 8 anos de idade, por exemplo, pois as dificuldades de ordem elementar são mais fáceis de suportar, do que anos mais tarde.
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Mais adiante, o mestre de violino poderá enfatizar a leitura musical por lições de solfejo para facilitar a sensibilidade de escuta.
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A primeira coisa a fazer após isso, é afinar o violino.
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É necessário ter um ouvido delicado e exercita-lo.
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O solfejo deverá proceder sempre acompanhado da leitura da partitura de violino.
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As dificuldades são presentes no estudo do instrumento, por isso, antes é preciso um curso de solfejo.
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A leitura da partitura, no entanto, é uma preocupação, pois é preciso fixar a atenção também no som do instrumento, para observar a afinação das notas.
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É importante possuir uma digitação avançada para facilitar o dedilhado.
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O professor indicará o modelo de violino a ser tocado, pois o mesmo precisa ser de boa qualidade.
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Para os iniciantes, é necessário resistência, com isso, já demonstramos uma primeira qualidade.
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É indispensável habituar–se a uma postura correta do corpo, agindo com naturalidade.
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O violino deverá, então, ser preso entre o ombro e o queixo numa posição horizontal e sustentado pela mão esquerda.
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É normal ocorrerem dificuldades até habituar–se à forma de tocar.
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O braço do violino deve repousar entre a primeira falange do polegar e a terceira falange do indicador.
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O arco deve ser friccionado nas cordas num movimento retilíneo, paralelamente ao cavalete para condicionar a boa qualidade do som.
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O estudante de violino deve ter vontade absoluta de querer aprender e persistência, pois treinando bastante consegue – se uma boa técnica.
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>>> Iniciação ao estudo da música e do violino <<<
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> Conceito de música <
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É uma arte que tem por finalidade a combinação do que ela mesma produz, os sons.
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A música não se expõe apenas quando um instrumentista ou cantor a executa, pois a mesma é todo som agradável ao ouvido humano.
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A música é definida como uma linguajem universal.
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Todos os povos entendem a música da mesma maneira sentido e forma.
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A música está situada entre o silêncio e o ruído.

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>>> Silêncio – Música – Ruído <<<
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> Surgimento da música <
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A música produzida pela natureza teve origem com o próprio universo.

Já a música produzida pelo homem, originou-se na época primitiva, surgindo de inúmeras vivências de nossos antepassados com objetos que produziam sons agradáveis e interessantes ao ouvido.
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Os primeiros instrumentos que surgiram foram os de percussão.
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A denominação da música origina-se da expressão mitológica “arte das musas”.
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> A divisão da música <
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A música é composta da seguinte forma:
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Melodia – Harmonia – Ritmo
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Melodia é a sucessão de sons, ou seja, um som após o outro.
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Harmonia é a combinação de três ou mais sons simultâneos. A esses sons damos o nome de acorde.
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Ritmo é a cadência de tempos. Definido como a parte principal da música.
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Dentro da melodia e da harmonia temos as Notas musicais que são sinais que representam os sons.
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Ex: ‘Dó’. Essa denominação ‘ Dó’, representa um determinado som musical.
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As denominações foram criadas para diferenciar um som do outro.
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Em nosso sistema musical existem doze sons que são denominados da seguinte forma:
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Dó dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si
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Concluímos que dentro desses doze sons estão situadas todas as músicas, todas as escalas musicais, todos os acordes, enfim, a música situa-se em apenas doze sons:
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Dó dó# Ré Ré# Mi Fá Fá# Sol Sol# Lá Lá# Si
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Os sons acima, repetem-se em alturas diferentes.
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A esses sons damos o nome de escala Cromática.
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O que é uma escala musical? É onde situam-se as composições musicais.
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É também, uma sucessão de graus. E grau é cada parte de uma escala.
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Observe as notas que formam a escala de dó maior: Dó ré mi fá sol lá si dó
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> Definição de sustenido e bemol: <
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O sustenido é representado pelo sinal (#).
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Quando colocado do lado da nota, eleva a mesma meio tom.
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Ex: Dó Dó# (sustenido), ou seja, o som que antes tinha uma certa altura, com o sinal ao lado, ganhou uma altura diferente.
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O bemol é representado pelo sinal (b).
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Quando colocado ao lado da nota, baixa a mesma meio tom.
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Ex: Ré Réb (bemol)
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O bemol é exatamente o sentido contrário do sustenido.
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>>> Definição de compasso musical <<<
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Compasso é a divisão igual de tempos. Muito importante na música, o compasso faz parte do ritmo e é representado graficamente na partitura.
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Temos três tipos de compassos denominados da seguinte forma:
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Compasso binário (2 tempos) -Compasso ternário (3 tempos) -Compasso quaternário (4 tempos)
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O compasso pode ser simples ou composto. Exemplo de compasso musical binário composto {6/8}
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Como se deve fazer para contar os compassos
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Ex.: Se o compasso for binário simples, contamos ele da seguinte forma:
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{1.2. ( um e dois e)} No lugar do ponto, devemos pronunciar a letra “e”.
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E quando contamos o 2°“e”, começamos do n°1 novame nte. {1e2e1e2e1e2e1e2e....}
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Outra maneira de contar o compasso é pronunciar as letras ‘a,b e c’ entre cada número:
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Ex.: {1 abc 2 abc}. O mesmo esquema de contagem serve para os demais tipos de compassos.
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Ex.: {1e2e3e} – {1e2e3e4e} – {1abc2abc3abc} – {1abc2abc3abc4abc}.
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>>> Iniciação ao instrumento musical <<<
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Para compreender melhor a música é necessário aprender a tocar um instrumento.
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Pois assim, torna-se mais fácil obter o conhecimento desejado sobre as regras, teoria e os sons musicais. A sensação auditiva é a parte fundamental na música.
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Pegue seu violino e localize as partes do mesmo observando a figura abaixo
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>>> As partes do violino: <<<
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Cravilhas, cordas, estandarte, arco, braço, ff, cc, caixa acústica, etc.
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Cravilhas: O violinista afina o instrumento girando as cravilhas para trás e para frente a fim de retesar ou afrouxar as cordas. Os violinos desafinam com facilidade, especialmente com mudanças de temperatura, ou em viagens longas. Um violino precisa ser afinado muitas vezes até que as cordas novas se acomodem.
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Cavalete: Pequenas ranhuras no cavalete mantêm as cordas no lugar. As cordas mais finas têm protetores de plástico ou de borracha para impedi-las de entranhar na madeira.

Estandarte: Cada corda fica presa com segurança no estandarte ou na presilha do estandarte.
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Afinador: Pequeno parafuso que permite precisão na afinação das cordas.
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>>> As cordas do violino <<<
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Da mais grossa a mais fina: {Sol Ré Lá Mi}
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A boa sonoridade também depende da marca do violino e das cordas.
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As cordas do violino são bastante frágeis devido serem produzidas em alumínio, por isso é necessário cuidado ao afinar o instrumento para que as mesmas não estourem. Cordas boas para violino têm um custo alto, mas encontramos preços mais em conta no mercado com cordas voltadas ao aprendizado.
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Em média um jogo de cordas (conjunto de 4 cordas) importado custa em torno de U$$ 75,00.
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>>> Nomenclatura dos dedos <<<
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Mão esquerda:
{Indicador = 1}
{Médio = 2}
{Anelar = 3}
{Mínimo = 4}
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>>> Como aplicar a mão esquerda <<<
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O cotovelo esquerdo deve ser posto no centro do corpo (tampa traseira) do violino. Para facilitar a movimentação dos dedos esquerdos, o pulso deve estar na mesma direção do antebraço. A juntura dos dedos esquerdos deve estar na altura das cordas. Os 4 dedos (indicador, médio, anular e mínimo) devem estar arredondados. Colocá-los na direção da corda para depois apertá-los. O polegar deve estar apoiado de leve no braço do violino, um pouco acima da 1ª falange do mesmo. O polegar deve estar assim para que os 4 dedos restantes se apóiem com a mesma força nas cordas.
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Se alguém tiver o polegar maior, este sobressairá para cima do braço do violino ao apertar à corda sol. No espaço entre o polegar e o indicador poderá entrar 1 dedo. Quando as cordas forem apertadas pelos dedos, cuidado para não endurecer as falanges dos dedos, nem o cotovelo. Os dedos devem ser apertados com força sobre as cordas. Quando os dedos não estão sendo usados, deixá-lo s na posição natural, isto é, arredondados. Conservar a mesma forma e força nos 4 dedos, e
no braço esquerdo.
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>>> O Arco do violino <<<
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Os instrumentos como o violino dependem da vibração das cordas para emitir som. As cordas vibram quando o arco passa por elas, mas produzem muito pouco som, que só fica suficientemente forte para ser ouvido quando as vibrações passam pelo cavalete para o corpo oco, ou caixa de ressonância do instrumento. Os ouvidos ou ff são os orifícios que ajudam as vibrações geradas no corpo do instrumento a atingir o espaço externo e finalmente nossos ouvidos.

O arco moderno de violino é feito de muitos fios de crina de cavalo ajustados à extremidades de uma peça de madeira longas e curva. As crinas são tencionadas para a execução e afrouxadas quando o arco não está sendo usado. Afrouxar o arco ajuda a preservar a flexibilidade da madeira do arco.

O arco para o violino é como a respiração para os cantores ou os instrumentistas de sopro. Seus movimentos e sua articulação constituem a "dicção" dos sons e a articulação das células rítmicas e melódicas. Todas as nuanças sonoras, coloridao e dinâmica musical do Violino estão intimamente ligadas à relação existente entre a condução do arco e a precisão dos movimentos sincronizados da mão esquerda. O Arco é a "alma" do Violino.
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>>> Como conduzir o arco <<<
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Deixar o braço direito solto, como se estivesse andando. Pegar no arco com a mão direita livre, sem modificar sua posição. Isto facilitará a movimentação do arco nas cordas. Forma igual à anterior, com as duas falanges do polegar um pouco curvadas. A extremidade do polegar deve estar na extremidade do talão, deixando o polegar metade para a madeira do arco e metade para o talão. O polegar deve estar perpendicular em relação ao arco. Segurar o arco entre a 1ª e 2ª falanges do indicador e na 1ª falange do médio; deixar o dedo mínimo na forma arredondada e perto do botão do arco.
O dedo anular é deixado naturalmente. O polegar deve estar no meio do dedo indicador e do médio, só que do outro lado do arco. Conforme a pessoa, a maneira de segurar o arco e o violino, bem como de tocar, tem diferença, por isso o aluno precisa ter método e estudá-lo até o fim. Segurar o arco apropriadamente é muito importante para uma boa execução. A mão direita controla a pressão das crinas do arco nas cordas, o que afeta o timbre do instrumento. O violinista, precisa manter o pulso relaxado.
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O arco deve seguir sempre um movimento retilíneo nas cordas, paralelamente ao cavalete, garantindo a boa execução musical. Quando o arco é friccionado incorretamente nas cordas ocorrem ruídos que prejudicam a execução. Por isso, a arcada deve ser primeiramente um dos elementos fundamentais no violino.
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>>> Sons <<<
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>>> Origem do arco <<<
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Em sua origem, o arco dos instrumentos de cordas em tudo se assemelhava ao seu homônimo, peça de arma utilizada para
arremessar flechas: vareta curvada em forma de meia-lua, a cujas pontas se atava algum tipo de corda ou cerda retorcida, mais tarde substituída por crina animal.
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Pois era com artefato similar que o músico da antiguidade lograva produzir o atrito com a corda necessário à produção do som. Na trajetória de sua evolução, o arco sofreu diversas transformações: das grandes curvaturas côncavas, passou por uma silhueta quase retilínea, até a incorporação da forma atual, convexa. Paralelamente à evolução dos instrumentos de cordas, em si, o arco, peça fundamental à sua execução, foi objeto de transformação equivalente.
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O grande violinista Giuseppe Tartini (16921770), ele próprio fundador de uma escola de violino, foi o principal idealizador do parafuso de ajuste do talão, que veio possibilitar o controle da tensão da crina – mecanismo introduzido por Tourte, pai de François. No passado, quando ainda não existia tal recurso, era com o dedo mínimo da mão direita que as cerda dos arcos do violones, por exemplo, eram puxadas para baixo, aumentando ou diminuindolhes a tensão. Por essa razão surgiu a maneira peculiar de empunhar o arco, por baixo do talão ( também conhecida por underhand ) , entre os instrumentos da família da Viola da Gamba, cuja adaptação para contrabaixo ficou conhecida como Bolonhesa , ou à Dragonetti.
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Essa modalidade foi adotada posterormente pelos alemães, razão pela qual, ironicamente, recebeu a denominação arco tedesco na própria Itália que lhe deu berço.Foi na França, entretanto, que no final do século XVIII o grande archetier ou
archetaio-fabricante de arcos em francês e italiano, respectivamente – François Tourte (1747-1835) fez uma modificação que revolucionou a técnica de todos os instrumentos de cordas: por volta de 1770 ele vergou a madeira do arco em sentido contrário, convexamente, com a barriga da curva em direção à crina. A vareta foi, assim, dotada de maior tensão e nervura, ou flexibilidade. Foi também o mesmo Tourte, originalmente um modesto relojoeiro, o responsável por experiências que levaram à escolha da madeira ideal, hoje universalmente utilizada: o Pau-brasil, também conhecido como pau-rosado ou pernambuco, duas de suas variedades-esta última, nome do estado brasileiro onde se supõe ter sido a madeira primeiramente encontrada.
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Tourte também fixou as dimensões ideais para o arco, que no violino variam entre 74 e 75 cm de comprimento, com o ponto de equilíbiro (fiel) a 19 cm do talão. É verdade que inúmeras tentativas de substituir o paubrasil como material para a confecção de arcos já foram realizadas. Desde os ensaios com tubos ocos de aço por J. B.Vuillaume,até a moderna fibra de vidro, sabe-se que ainda não se encontrou o substituto à altura.
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Tipos de arcoQuanto à construção, o arco moderno pode ser subdividido em dois grupos principais. O primeiro seria o modelo do violino, padrão também empregado pela viola e o violoncelo, assim como uma das modalidades do arco do contrabaixo, a chamada frandesa. Este último instrumento tem história e personalidade próprias, e as características de construção e utilização de seu arco lhe são absolutamente peculiares. Cabe a seguir abrir espaço para uma breve abordagem da história e principais características das duas modalidades de arco utilizadas em sua execução. A modalidade francesa (overhand) do arco do contrabaixo utiliza uma versão adaptada do arco dos violinos, inovação aperfeiçoada pelo luthier Gand Senior, a cujo estudo se dedicou o físico Felix Savart (1791-1841), a pedido do governo da França.
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Esse modelo leva também a denominação Napolitano. A segunda modalidade (underhand) derivou daquela utilizada para os instrumentos da família da gamba, tendo recebido inúmeras denominações, entre elas, Dragonetti, Tedesco, Butler, Bolonhês e Simandl. O que diferencia o arco Dragonetti daquele modelo adaptado do violino por Savart e Gand, o chamado arco francês do contrabaixo , além das características físicas de sua construção, é a maneira de empunhá-lo. Ao contrário do francês, sustentado como no violino (overhand) mas construído com talão de dimensões proporcionalmente maiores, o
modelo Dragonetti( underhand) é empunhado por baixo, à maneira de seus antepassados da família das antigas Violas.
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>>> Sons <<<
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O arco e a técnica instrumentalA execução dos instrumentos de arco , de modo geral, obedece a princípios físicos comuns, presumindo-se que objetiva os mesmos objetivos sonoros. Partindo dessa premissa, pode-se empreender uma análise do uso do arco a partir das técnicas adotadas pelos principais didatas e teóricos modernos, entre os quais podemos incluir os
violinistas Leopold Auer(1845-1930), Carl Flesh(1873-1944), Ivan Galamian(1903-1981), Dounis, Leland e Paul Rolland.À exceção da modalidade Dragonetti (underhand) do contrabaixo, as principais escolas do arco do violino-por extensão basicamente semelhantes entre os outros instrumentos – podem ser divididas, atualmente, em duas principais vertentes: a Franco-Belga e a Russa. Essa última é atribuída ao violinista polonês Henryk Wieniawsky(1835-1880), mas foi definitivamente consolidada por Leopold Auer, seu sucessor no Conservatório Imperial de São Petersburgo a partir de meados do século XIX.
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Apesar de a escola Russa Ter sido bastante utilizada naquela época, a corrente conhecida como Franco-Belga, de Thompsom e Eugène Ysaÿe (1858-1931) é a mais difundida e adaptada entre os demais países europeus e
Estados Unidos.
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E esses grupos principais também podem ser acrescentadas algumas outras correntes do arco do violino: as escolas Franco-Belga-Russa, de Carl Flesch, a escola Italiana, de Zino Francescatti (1902-) e Pina Carminelli, a Checa de Sevcík e Jan Kubelik ( 1880-1940) e a moderna Norte-americana de Louis Persinger (1887-1966) e Ivan Galamian este último responsável pela formação de expoentes como Itzhak Perlman (1945-), Pinchas Zukerman(1948-), Nadien, Senofsky, além de uma legião de virtuoses do violino.(...)
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Para melhor compreender essa multiplicidade de técnicas, deve-se lembrar que Joachim (violinista austro-húngaro (1831-1907), talvez o melhor violinista de sua época, amigo e colaborador de Brahms) empunhava o arco utilizando apenas o segundo, terceiro e quarto dedos, dispensando o indicador.
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Ysaÿe, ao contrário, empregava o indicador, médio e anelar, levantando o dedo mínimo; Sarasate, por sua vez, apoiava todos os quatro dedos sobre a vareta, mas contornava tal aparente excessiva firmeza utilizando a flexibilidade dos dedos com maestria.Auer, o consolidador da escola Russa, enumerou os principais fundamentos de sua técnica de arco.
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Concebeu que ela pode ser compreendida como a ação do polegar e demais dedos da mão direita, a flexibilidade do pulso e a atuação integrada do braço e antebraço direitos.
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Finalmente, a ponta do dedo mínimo seria apoiada levemente no extremo da vareta, nunca devendo ser levantado.
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A técnica de Leopold Auer advoga, também, a ação coordenada dos músculos do braço e antebraço e um pulso bastante flexível.
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Concluiu, também, que o dedo indicador deveria se apoiar sobre a vareta entre a segunda e a terceira juntas, sendo ele o principal responsável pela elasticidade na condução do arco e pela enorme e rica diversidade de formas de produção do som.
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O dedo médio, por sua vez, seria secundário na movimentação, devendo ser colocado de forma quase que diametralmente oposta ao polegar, enquanto o dedo anelar trabalharia próximo ao médio, de forma subordinada. Esta seria a forma de compensar qualquer possível rigidez advinda do apoio do dedo mínimo sobre a vareta – ao contrário, por exemplo, da escola Franco-Belga, que obtém maior flexibilidade pela utilização articulada quase exclusivamente
pelos dedos indicador, médio e anelar.
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Para movimentar o arco para baixo, Auer propõe que o pulso se mova naquela direção, deslocando-o gradualmente até que a crina deslize sobre a corda, produzindo o som. Para deslocar o arco para cima, o pulso deve exercer movimento semelhante em direção contrária.Na escola Russa, o braço se desloca de forma confortável, nem muito perto nem afastado do corpo, devendo empregar uma movimentação natural. Quando se trabalha sobre a primeira e a segunda cordas, o pulso deve ser colocado em nível mais alto do que quando a terceira ou quarta cordas são utilizadas.
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A crina não deve estar muito tensa, e deve deslizar perpendicularmente à corda. Em vista desses fatores, pode-se compreender porque existe, entre os adeptos dessa escola, certa facilidade na projeção do som, com menor esforço do executante, e uma sonoridade que se pode descrever como densa, compacta. Antes de abordarmos a corrente Franco-Belga, é importante lembrar que uma outra escola, chamada Alemã, foi largamente utilizada no passado pelos músicos da Europa.
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Os que empregavam essa técnica trabalhavam com os dedos da mão direita praticamente juntos, a crina levemente tensa. Essa escola Alemã foi cedendo gradativamente lugar a outras tendências. A escola Franco-belga é provavelmente a mais empregada no mundo inteiro, nos dias de hoje. Entre seus adeptos, o indicador trabalha em contato com a vareta no extremo da segunda junta, e o polegar em posição oposta ao dedo médio.
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A crina deve ser utilizada com razoável tensão e a vareta de forma ligeiramente inclinada em direção ao executante.
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>>> A Relação Violino -Violinista <<<
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>>> Posição do Corpo <<<
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Se o corpo não ficar na posição correta, o aluno não irá aprender com perfeição a técnica do violino e terá dificuldades posteriores na execução das músicas.
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>>> Posição Correta <<<
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Corpo ereto e busto para frente. As pernas devem ficar um pouco abertas, para não se cansar. A perna direita pode ser recuada um pouco para trás.
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Motivo: Quando o movimento do arco for rápido, o braço direito terá maior facilidade para executar as notas. O peso do corpo fica mais apoiado na perna esquerda.
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>>> Posição do violino no corpo <<<
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O violino deve ser colocado em cima da clavícula esquerda e apoiado de leve no ombro esquerdo. O braço esquerdo deve estar na mesma direção do pé esquerdo. Inclinar o violino para o lado direito. Puxar a queixeira e encostá-la no queixo, para manter o violino horizontalmente. Não levantar nem abaixar o ombro esquerdo; deixá-lo solto. A técnica do violino é muito delicada.
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Forçando-se o ombro, o movimento dos braços será impedido. Se o ombro for baixo, usar espaleira, para não forçar o queixo nem o ombro. A espaleira é para adaptar o corpo do aluno ao instrumento. Há pessoas que não precisam usar espaleira, pois seu corpo já é adequado ao violino. A queixeira deve ser adequada a cada pessoa para o violino ficar bem seguro. Quando segurar o violino, a posição tem que ser natural, isto é, sentir o violino como se fosse uma parte do corpo Observadas as posições acima explicadas e o arco tocado perpendicular em relação à corda, é mais fácil de se tocar.


Última edição por £ëø Mø®£ix em 11/7/2012, 13:43, editado 5 vez(es)

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  Mayara Verginio em 17/10/2011, 11:55

Ótimo tópico e importante... ^^

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Projeto Glossário

Mensagem  Ozeias - MG em 17/10/2011, 18:21

Excelente!!!!!!!!!!!!!

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 18/10/2011, 21:11

Fico feliz que gostaram. Este projeto é para vocês contribuirem também, sintam-se a vontade.

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  Mayara Verginio em 18/10/2011, 21:56

Amanhã posto algo aqui então... ^^

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 18/10/2011, 22:54

Mayara Verginio escreveu:Amanhã posto algo aqui então... ^^

Estamos aguardando ansiosamente! Olha o suspense?!?!?!?

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  Fernando Borges em 19/10/2011, 08:12

ótimo.

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  Mayara Verginio em 19/10/2011, 11:17

Então, eu sempre ficava numa dúvida terrivel quando pegava partituras pra estudar quando a andamentos como: Agagio, Alegro, Vivace, etc.
Não sei se alguém sofre ou já sofreu desse mal, espero ajudar... =]
Até que fiz meu maestro me fazer uma tabelinha com os mais usados para decorar, desde então não tive mais problemas...


Termo Italiano
Português
Grave
Solene
Lento
Lento (meio obvio né rsrs)
Largo
Largo e meio severo
Larghetto
Calmamente, suave
Adagio
Mais calmamente
Andante
Moderadamente lento
Moderato
Contido
Allegretto
Leve
Alegro
Rápido
Vivace
Vividamente
Presto
Bastante rápido / animado
Prestissimo
O mais rápido possível

Depois que ganhei essa tabelinha eu nunca mais esqueci, e meus estudos se tornaram mais fácil... rsrs

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Re: Projeto Glossário

Mensagem  £ëø Mø®£ix em 20/10/2011, 10:18

Parabéns a Mayara, e continuem a enriquecer o projeto.

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